8 de fevereiro de 2010

Hollywood Em Chamas, Parte 1
Um breve panorama do que acontece atrás da tela e dentro do seu bolso.

  Desde pouco antes da década de 80, a indústria cinematográfica tem sido vítima de uma queda constante e aparentemente inacabável num buraco negro feito de ganância. Isso quer dizer que em algum ponto do século XX deixaram de ligar para a qualidade dos filmes que são produzidos e começaram a manufaturar lixo para ser consumido por gente com muito dinheiro e pouca inteligência. E isso no melhor dos casos, porque o único dinheiro que você precisa ter é o do ingresso.
  Uma entrada inteira para um cinema qualquer da Zona Sul do Rio é basicamente o mesmo preço do táxi que você paga pra voltar pra casa, depois que o filme acaba.
Felizmente ainda existe o recurso da meia-entrada, e o carioca que não é otário vai sempre dar um jeito de arrumar uma falsa e pagar a metade. Infelizmente, pra eles, esse oba-oba vai acabar, porque existem planos de vender um número limitado de meias-entradas. E pra quem sobra? Os verdadeiros estudantes, é claro, que realmente só têm condições de pagar a meia, e agora têm que correr pra bilheteria pra não precisar pagar o dobro.

  Mas enfim, isso é na escala de menor porte. O Mal, com "M" maiúsculo", vem do topo. E eu me refiro ao topo absoluto, o cume, o pico definitivo desse esquema imundo inteiro. Hollywood. Claro, existe tanta gente reclamando da qualidade dos filmes hoje em dia que não dá mais pra levar a sério. Tudo bem, se você quiser me ouvir ou não, isso é com você. Mas é importante que todos saibam a seriedade das consequências que vêm com esses filmes ruins que se produzem em massa.

  O conceito de "blockbuster" provavelmente surgiu na década de 50, com aqueles filmes estrelando Gregory Peck ou Clark Gable, formando um par romântico com alguma Grace Kelly da vida. Foi mais ou menos nessa época que você começava a ver pessoas admitindo em voz alta que só iam ver o filme por causa do ator ou da atriz, na maioria dos casos sem nem saber do que ele se tratava. Quem quiser que vá ver o filme pela razão que for, afinal, quem sou eu pra me meter? A questão é os verdadeiros valores de uma produção têm ficado cada vez mais em segundo plano.

  Isso é só a ponta do iceberg. Pense bem sobre o que eu acabei de te dizer, mesmo que superficialmente, porque semana que vem eu vou trazer uns bons exemplos do que tem acontecido com a indústria do cinema nessas última décadas. E como isso afeta a minha complicada e irritante vida pessoal. Aliás, você pode ver como isso e todo o resto podre da sociedade me afeta seguindo meu perfil no Twitter.

 Essa coluna é assinada pelo verdadeiro Gabriel Veras, irônico desde que nasceu, amante de cinema e rock das antigas. Visite seu blog pessoal 
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