14 de dezembro de 2009

 
Consumo Autoral: As gerações como empresas criativas.
Livro de Francesco Morace fala de consumo aliado a comportamento.  

  Digo, sem hesitar, que o livro do ano, para analistas de consumo e de comportamento social, é esse aí da foto. Escrito pelo sociólogo, escritor, jornalista e presidente do Future Concept Lab, Francesco Morace.
 A obra trata, com propriedade, de núcleos geracionais que aderem os perfis dos próprios meios, e mostra que as faixas etárias dessas tribos podem ser tanto previsíveis quanto surpreendentes.
  Na apresentação, Sabrina Deweik cita Arnaldo Antunes em As Coisas, quando diz: ''Todas as coisas do mundo não cabem numa idéia. Mas tudo cabe numa palavra, nesta palavra tudo.'' A citação serve para exemplificar a vontade do homem de sintetizar e comprimir tudo o que acontece a sua volta em únicas idéias, sentimentos e expressões, e em seguida diz que essa compressão se mostra mais difícil de se completar já que as coisas acontecem cada vez mais num ritmo incessante e acelerado.
  Compreender o mundo e as coisas sutis que se passam à sua volta, entender o comportamento e o desejo do consumidor que está ao mesmo tempo tão individual e tão coletivo é tarefa que parece impossível.
  Morace encara como missão profissional e pessoal fazer o oposto do que o poeta, Arnaldo Antunes, tentou. Sua proposta é desmembrar e multiplicar esse consumidor, e analizá-lo podendo assim construir perfis que possa catalogar e prever movimentos sociais para empresas, como Nokia, L'Oreal, Havaianas, Philips, entre outras que estão direta e indiretamente ligada ao consumidor e confiam suas estratégias de negócios a este que se tornou um ícone e autoridade no mundo das tendências.
  Numa era onde as fronteiras não existem e o conhecimento está a um clique de distância, 50 correspondentes e pesquisadores em cerca de 40 países, incluindo Brasil, atuam como janela para o mundo dos consumidores, um mundo que está cada vez mais e ao mesmo tempo, nas ruas e nas redes sociais. Um mundo complexo onde categorizar um consumidor envolve observações atentas a cada andar e cada movimento mas não se limita a isso. Na análise do material é necessário encaixar cada grupo em seu devido espaço sociológico mas sem excluir excessões.
  Apesar de muitos pensarem que o período de crise econômica global não ser o ideal para a publicação de um livro de consumo, Morace quebra esses limites, afinal de contas que período seria melhor do que um em que os conceitos de consumo, as idéias de sustentabilidade e as regras econômicas estão sendo reajustados?


  O livro, que ainda traz uma revisão dos principais megatrends dos últimos anos, não é do tipo que precisa ser lido por inteiro. É como uma enciclopédia, uma bíblia, do consumo e das pesquisas de consumidor.
  São quase 100 páginas que vão descrever, ilustrar e exemplificar os 10 núcleos geracionais estabelecidos por Morace. Dos Posh Tweens [pré-adolescentes que precocemente estão a par de tudo o que acontece no mundo] aos Pleasure Growers [velhinhos que aliados ao grande filtro que é a maturidade, ignoram os conceitos aplicados à terceira idade, querem se divertir e estar jovens]. Dos Mind Builders [novos existencialistas, estudiosos do pensamento humano, intelectuais] aos Linker People [jovens lançadores de tendências e experimentadores de atualidades e gadgets].

Vale a pena ler, consultar, observar e estudar.
É um bom presente de Natal para aquele seu tio, primo, sobrinho, amigo ou amiga que se interessa por comportamento do consumidor, moda, atualidades, estudos sociais e etc.
Gostou? Vai lá e compra.
E também vota aqui em baixo. [;

Até a próxima.

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